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Mostrando postagens de julho, 2017

Você de verdade

  Cansei de dar trela pra imaginação. Ela pensa em você. Se faz de você Me encantei pela imagem que ela pintou Ela sabe o que eu gostaria, e então me mostrou. Cansei de gastar tempo dando trela pra imaginação... Se passa por mim Dizendo-se calculista... Tenta enganar a razão Cansei de gastar energia pensando estar pensando em você. Me cansei, porque não é você. (Não de verdade) De tu quero descobrir... Do que tens medo Do que te desperta   Dos teus defeitos Onde tu mais erras Quero saber teus gostos E os teus desgostos Manias e transtornos Fonte de tua compulsividade Causas da apaticidade Razões da vulnerabilidade Quero desvendar tuas charadas Entender teus padrões Ouvir sobre tuas caminhadas Sonhos e desilusões Quero enxergar por ter ângulo Ir até o teu âmago Tua mente explorar Conhecer tua alma Ir além de tua aparente calma E quem sabe te amar? Mas saber-te de fato Não personagem imaginado. Mesmo no risco de a ambos decepcionar. Mas eu cansei de pensar De supor Mais me inter...
Dizem que a cura vem por falar. Gastar o assunto, desabafar... Que quanto mais você fala de algo, mais natural te soa. Menos doído também. Cura ou costume? Não sei. Estou gastando você. Tua imagem na minha memória. Pra ver se me enjôo... Se me farto de ti. Me apegando a detalhes irritantes teus pra ver se torno repulsa o que sinto. Eu já nem sei o que sinto. Falei teu nome tantas vezes hoje, Até perder o sentido E ainda dói falar. Ainda dói pensar Ainda dói, toda vez que suponho  "e se...?" E se o momento fosse outro? Se a coragem não me faltasse? Se a resposta fosse menos cautelosa?  e se atrás você voltasse? Será que você também pensa "e se" ou cabe só a mim toda a curiosidade? Que tortura é supor, imaginar! Pensar em outro final pra essa história. Mas eu vou te gastar... Desgastar... Até que não haja mais nada de você em mim. Até que não doa mais. Que não sufoque mais... Até que o fim chegue, enfim.
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Num mar de reticências... o que mais me faltam são palavras. Há muito que já não consigo falar sobre a bagunça que tem estado em minha mente, nas minhas gavetas e na minha vida. Eu sempre preferi as palavras alheias: choro dores que não são minhas; sofro traumas que não são meus; faço minhas propriedades, e me projeto neles de alguma forma. Quem me vê com essa alegria exagerada, e sorriso estampado na cara, na energia que parece não terminar, talvez não imagine que é no silêncio que me encontro de fato. Na falta das palavras; na música em outro idioma que eu insisto em esquecer dos significados, atribuo novos outros; até no som do mar batendo nas pedras, e no vento tirando  ou colocando tudo no seu lugar... Dando voltas porque é feio falar de insegurança. Bonito é chamar a solidão de amiga e convidá-la pra dançar, oferecer mais uma bebida e insistir para ela ficar. Mais fácil lidar só com a própria loucura e própria verdade Nua e crua. O que eu queria mesmo era uma forma d...