Leia só se estiver bêbado
Jorrando amor por todo lado
Falar de amor
E amar o amor que julgo errado
Espalhar por ser, exceto por ter sido
Quem disse sem porquê
O que julgava adormecido
E gozar do privilégio de
Jorrar palavras sem sentido
Em vão
Colorir rabiscos
Embriagado de amor e de outras coisas
Permitir-me dizer nada com nada
E jogar o corpo cansado
Na cama de teus braços
Fictícios
E em sonhos mergulhar em tua alma
E poder ser o que em estado sóbrio não me permito
Dizer-te ao pé do ouvido
Que é todo teu o amor que sinto
E deixar arrebentar as pregas
Aquilo que já não cabe em mim
Todo ardor que tu nem sentes
Nesse coração que a ti pertence
Tu, que sabido, de nada sabes
Sobre a pele que a ti reage
Só em cogitar o teu toque
Ah, quem dera eu tivesse a sorte
De derreter-me, então, em tuas mãos.
Contorcendo o corpo na cama vazia
Me cobrindo desta poesia
Pra te encontrar onde sempre te guardo
No tolo coração
Antes que traga em seu calor, a realidade fria
E a ressaca do dia
Finque de novo os pés no chão.

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