365 em 2017
Retrospectiva
- mais em mente que em palavras -
365 dias
Trezentos e sessenta e cinco fucking dias!
O ano começou com um fim. Um ponto final. Doloroso, é verdade, mas uma parte significativa de mim já se orgulhava pela decisão. Foi um ano de crise, e nem me refiro à financeira. Ano de referenciais desmoronados. Tempo de questionamentos muitos. De muitos choros, de sentimentos confusos. Um ano que descobri um pouco mais do que gostaria de um Ted Mosby em mim. E daquele sentimento trouxa que sempre volta. E de viagens, de reencontros. Ano que amizades foram provadas, e umas se mostraram essenciais, outras foram ocupar outras posições. Me chamem de fria, e calculista se quiserem, mas não tenho pudor sobre isso. Fim e mudanças são realidades bem aceitas em mim. Um ano de pequenas loucuras e ousadias. De experimentações e descobertas. Tempo de aceitação. Já falei que foi tempo de choro? Já? Não custa enfatizar: chorei, e sofri muitas bad's . Acredite, eu posso dar uma boa aula sobre, e até dei! Não sou de desperdiçar um dor. Alguém muito especial me ensinou isso. Crises não foram poucas, mas oportunidades e risos ultrapassaram a marca de dores. Ano de sonhos engatarem, de laços se fortalecerem. Foram muitos adeus, e muitos olá’s. Ano do “Eu-Lirismo” vir à tona, para jorrar a alma, e ver desnuda as quatro faces. Desnuda foi a alma, diversas vezes. Mas quase todo o tempo, no seguro anonimato. Mas também foi tempo de colocar a cara no sol - ou no palco… De se rasgar em frente aos outros. E transbordar. Tudo de bom e ruim. Lidar com as duas naturezas foi uma das maiores crises! E algo que mais desejo ao tempo que vem, é o equilíbrio.
E essa dorzinha no peito, conhecida de mim, anuncia um recomeço. Nada mais justo que terminar com começo, um ano que começou com fim. Começo de algo, estrutura de algo. Faxina de alma. Eu não sei o que essa aurora me trará. Mas que venha então o recomeço,
grata por cada riso, dor, dúvida, sabor. Pelo aprendizado que sempre tem. Que o novo tempo já anunciou que vem com muitos fim’s e começos.
Um novo livro.
Nova personagem.
Nova história.

E feliz 2018!
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